Os confrontos começaram na quinta-feira e representam uma escalada significativa no desafio enfrentado pelo novo governo de Damasco, que está tentando retomar o controle após insurgentes assumirem o poder há três meses. A violência se intensificou na sexta-feira, com relatos de atiradores sunitas executando membros da minoria alauita, grupo que tem apoiado o regime de Assad.
Testemunhas relatam que homens alauitas foram mortos a tiros e suas casas saqueadas e incendiadas. Os corpos das vítimas foram deixados nas ruas e telhados, enquanto os residentes eram impedidos de removê-los pelos atiradores. A situação se acalmou na manhã de sábado, mas o número de mortos continua a aumentar, com relatos de até 600 pessoas já enterradas e outras vítimas encontradas em valas comuns.
As autoridades sírias fecharam as estradas que levam à região costeira afetada pelos conflitos, com o objetivo de evitar novas violações e gradativamente restaurar a estabilidade. O governo sírio alega que as forças leais a Assad estão respondendo a ataques de remanescentes do regime anterior, buscando restaurar a ordem e recapturar áreas sob controle dos apoiadores do presidente deposto.
Diante desse cenário de violência e instabilidade, a população civil está sendo fortemente afetada, com muitos alauitas buscando refúgio em áreas mais seguras, como nas montanhas. A situação é preocupante e exige uma ação urgente para evitar um aumento ainda maior no número de vítimas e garantir a segurança da população síria como um todo.





