Ao chegarem ao local, as equipes de investigação se depararam com um cenário inesperado. Os policiais, que estavam em uma viatura identificada e uniformizados com coletes balísticos, foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. Durante a troca de tiros, um dos investigadores, o policial Jacir Rodrigues, foi atingido na perna esquerda. O ataque foi atribuído a Orlando Osmar Vilela Neto, o policial penal preso na operação, e ao ex-PM Everaldo Alves Ferreira.
As circunstâncias do confronto indicam um grave descumprimento da lei, principalmente considerando a formação e as responsabilidades que esses indivíduos, com histórico policial, deveriam ter. Num momento crítico, enquanto tentava cercar os investigadores para uma ação hostil, Orlando foi detido e entregou voluntariamente a arma que portava. Isso evidencia não apenas um comportamento surpreendente de alguém que deveria servir e proteger, mas também uma clara violação das normas de atuação policial.
Após o ataque, parte do grupo envolvido no incidente tentou fugir em uma caminhonete. No entanto, a equipe da polícia militar estava atenta e conseguiu localizá-los. O motorista foi identificado como Vanil Pereira da Silva, que já conta com um extenso histórico criminal, incluindo condenações por arrombamento de caixa eletrônico.
Além de Orlando e Everaldo, mais três indivíduos foram levados à Delegacia de Chapada dos Guimarães para serem interrogados, ampliando a investigação. O grupo estava aparentemente ligado à atividade de segurança da propriedade em questão, que é alvo de uma disputa judicial, o que levanta a hipótese de que estavam agindo de forma ilegal.
Este incidente lança luz sobre as complexidades e desafios enfrentados pelas autoridades em operações de cumprimento da lei, especialmente quando se envolvem indivíduos que deveriam exemplificar a legalidade, mas, por outro lado, tomam parte em ações criminosas. A sociedade aguarda desdobramentos dessa situação e possíveis repercussões legais para os envolvidos.






