Um aposentado de 79 anos, que vive em um dos apartamentos afetados, descreveu a cena como horrenda, especialmente ao perceber que o “quarto da bagunça”, utilizado por seus netos, havia sido diretamente atingido. Ele enfatizou a sorte de não ter dormido ali naquela noite, ressaltando que, se estivesse ocupado, seus netos — que frequentam a casa apenas nos fins de semana — poderiam ter estado presentes, resultando em uma situação potencialmente trágica.
A perturbação provocada pelos disparos levou o morador a se levantar apressadamente, ainda atordoado pelo barulho ensurdecedor. Sua angústia era palpável enquanto ele se refugiava entre as paredes, temendo pela sua segurança e pela de sua família. O sentimento de insegurança foi corroborado por uma vizinha de 74 anos, que também enfrentou o terror da manhã. Uma bala atravessou a janela de seu quarto de hóspedes, deixando vidro quebrado espalhado por toda parte. A experiência a deixou em choque, recordando uma época anterior de paz em sua vida, longe dos horrores que agora a cercavam.
O tiroteio ocorreu durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, destinada a desmantelar grupos do tráfico de drogas atuantes na comunidade. O barulho dos tiros causou não apenas medo e tensão entre os residentes, mas também danos materiais que tornaram alguns espaços habitacionais temporariamente inutilizáveis. A angústia e a insegurança generalizadas refletem a realidade difícil vivida pelos moradores da região, que já enfrentam o estigma da violência urbana e agora se veem diretamente impactados pelo confronto entre o crime e as forças de segurança. Os relatos desses moradores evidenciam como a criminalidade afeta a vida familiar, desequilibrando um ambiente que deveria ser seguro e acolhedor.





