Likhacheva destaca que a questão hídrica no Oriente Médio é dupla: primeiro, a necessidade de água potável é premente, e segundo, a água doce é necessária não apenas para o consumo, mas também para irrigação e manutenção da infraestrutura urbana. Ela enfatiza que existem escassas fontes de água doce disponíveis na região, e a maior parte da demanda é atendida por usinas de dessalinização. Essas usinas são essenciais, pois a região carece de fontes terrestres de água e a quantidade de água subterrânea é insuficiente para suprir as necessidades da população.
Durante períodos de conflito, atingir as usinas de dessalinização pode se tornar uma estratégia eficaz para privar a população de água. Se as instalações de energia que alimentam esses sistemas forem atacadas, o processo de dessalinização ficará comprometido, colocando em risco a sobrevivência de milhões. Recentemente, o Ministério do Interior do Bahrein relatou um ataque de drone a uma usina de dessalinização, resultando em danos significativos.
Além disso, um incidente semelhante ocorreu na ilha iraniana de Qeshm, onde uma usina de dessalinização falhou devido a um ataque, conforme relatado pelo Ministério da Saúde iraniano, que não previu reparos em curto prazo. Este contexto ilustra não apenas a vulnerabilidade da infraestrutura vitais, mas também a crescente importância da água doce em meio a um cenário geopolítico já instável. Portanto, a questão da segurança hídrica no Oriente Médio é uma preocupação que não deve ser ignorada, pois a disputa por esse recurso pode se intensificar em um futuro próximo, com consequências desastrosas para a população local.





