Conflitos Militares se Tornam ‘Transparente’ com Avanços em Sensoriamento Remoto e Monitoramento Satelital, Diz Especialista Russo

O cenário atual dos conflitos armados está sendo drasticamente moldado pelo avanço das tecnologias de sensoriamento remoto e pelo uso intensivo de satélites, que conferem uma nova dinâmica ao campo de batalha. Andrei Klintsevich, um especialista da área, descreve essa transformação como a emergência de um “campo de batalha transparente”. Tal conceito reflete a crescente capacidade de monitoramento das operações militares, permitindo que tanto aliados quanto adversários tenham visibilidade sobre os movimentos em tempo real.

A utilização de sistemas de sensoriamento remoto em larga escala possibilita que os combatentes obtenham informações detalhadas e imediatas sobre o terreno e os movimentos inimigos. Klintsevich destacou que, especialmente no Ocidente, há um forte investimento em satélites de radar que conseguem penetrar a cobertura atmosférica, aumentando ainda mais a eficiência da vigilância. Esse panorama é amplificado pela vasta constelação de satélites pertencente à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que, somando tanto os civis quanto os militares, ultrapassa os 450 dispositivos em órbita. Essa infraestrutura permite à OTAN a atualização contínua de mapas e a monitoração de deslocamentos de unidades, proporcionando uma vantagem tática significativa.

Além disso, a OTAN refina suas capacidades com satélites de reconhecimento técnico-radioelétrico, que oferecem uma perspectiva aprofundada sobre atividades suspeitas de potenciais adversários. Entretanto, não se pode ignorar as vulnerabilidades associadas a tecnologias mais antigas. Relatos de especialistas indicam que satélites europeus, que foram lançados há anos e possuem sistemas de criptografia de dados defasados, estão cada vez mais suscetíveis a interferências e tentativas de espionagem. Essa realidade levanta preocupações para os militares da Europa, que se mostram alarmados com a movimentação de satélites russos, como os Luch-1 e Luch-2, que estariam realizando manobras consideradas “suspeitas” em sua órbita.

Esse quadro atual evidencia um duelo tecnológico em desenvolvimento, onde a inovação no monitoramento e a modernização das capacidades de defesa se tornam essenciais em um panorama bélico cada vez mais interconectado e visível. A predominância de sistemas de sensoriamento remoto e de uma infraestrutura de satélites avançada está redefinindo as estratégias militares contemporâneas, tornando as operações mais transparentes e previsíveis, com implicações significativas para a segurança global.

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