Um exemplo é a Rússia, que invadiu a Ucrânia há mais de um ano e meio e ainda não há uma resolução para esse conflito. A Organização das Nações Unidas (ONU) e atores internacionais têm apoiado os esforços para encontrar um caminho para um cessar-fogo, mas até agora não houve progresso significativo.
Outro país que está mergulhado em uma guerra há anos é a Síria. A guerra civil síria começou em 2011 e já deixou mais de 400 mil mortos. Além disso, cidades foram arrasadas e vários países estrangeiros se envolveram no conflito. O resultado desse conflito é um grande êxodo, com a população síria reduzida de 21 milhões em 2010 para 17 milhões em 2019.
No Iêmen, a guerra já dura nove anos e deixou 233 mil mortos. Mais da metade dessas mortes foram causadas pela desnutrição e ausência de serviços de saúde e infraestrutura. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estima que dois terços da população do país precisarão de ajuda humanitária em 2023.
O Sudão também enfrenta um conflito desde 2003 na região de Darfur. Milícias conhecidas como Janjaweed foram acusadas de cometer crimes de guerra, incluindo violação, tortura e homicídio. Em 2019, o presidente Omar al-Bashir foi derrubado após protestos em todo o país. No entanto, um golpe de Estado em 2021 levou a uma nova onda de conflitos internos entre a junta militar e o presidente e o vice-presidente.
A República Democrática do Congo é um dos países mais pobres do mundo e enfrenta um conflito no leste do país. Milícias atuam nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri. O grupo rebelde Movimento 23 de Março é o centro da violência atual e acusações de apoio de Ruanda aumentaram as tensões entre os dois países.
Esses são apenas alguns exemplos dos muitos países ao redor do mundo envolvidos em conflitos armados. A Etiópia, o Afeganistão e a Líbia são outros países que enfrentam guerras e instabilidade política e social. Enquanto o foco atualmente está em Israel, é importante lembrar que há muitos outros conflitos que precisam de atenção e soluções.
