Guterres explicou que, se a atual crise no Irã persistir até meados do ano, aproximadamente 32 milhões de pessoas poderão ingresse na linha da pobreza. A província tem se relacionado fortemente com o que ele descreveu como uma “crise que já dura meses”, com o impacto das hostilidades afetando o fluxo de alimentos e recursos essenciais. O secretário-geral destacou a importância da navegação no estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo e gás, que representa cerca de 20% do fornecimento mundial dessas commodities. A atual escalada do conflito resultou em paralisações significativas nessa rota, colocando ainda mais pressão sobre a economia global.
Adicionalmente, Guterres alertou sobre as implicações de uma recessão global, que pode desencadear perdas massivas de empregos e um aumento vertiginoso da pobreza, principalmente nos países em desenvolvimento. Ele enfatizou que essas nações, já sobrecarregadas por dívidas insustentáveis, terão dificuldade em enfrentar a crise econômica, o que tornará a situação alimentar ainda mais crítica.
O secretário-geral fez um apelo enfático para que os países da região garantam o direito de navegação no estreito de Ormuz. Ele encorajou a retomada da segurança nas rotas marítimas, afirmando que isso é crucial para permitir que a economia mundial “respire novamente”. Conforme o conflito se intensifica, as esperanças de uma resolução pacífica parecem cada vez mais distantes, deixando milhões em uma situação de vulnerabilidade extrema.
Os desdobramentos dessa crise exigem atenção urgente da comunidade internacional, pois as vidas de milhões de pessoas estão em jogo.







