Conflito no Oriente Médio pode custar bilhões e impactar economias globais, alertam especialistas sobre consequências da guerra entre EUA, Israel e Irã.

Consequências Econômicas do Conflito no Oriente Médio: Quem Pagará a Conta?

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio tem gerado sérias repercussões econômicas que não se limitam apenas aos países diretamente envolvidos. Estimativas recentes indicam que as economias da região podem enfrentar perdas significativas, chegando a perder até 6% do PIB coletivo devido à guerra.

Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lança luz sobre a gravidade da situação, prevendo que os países do Oriente Médio podem sofrer uma perda econômica que varia entre US$ 120 bilhões (aproximadamente R$ 626 bilhões) e US$ 194 bilhões (cerca de R$ 1,02 trilhão) antes do final de 2025. Além disso, a análise sugere a eliminação de 3,6 milhões de empregos e a possibilidade de que mais de 4 milhões de pessoas entrem em situação de pobreza extrema.

Com o conflito se estendendo por quase dois meses e um cessar-fogo ainda frágil, a destruição se espalha por várias nações do Golfo Pérsico. Em um recente episódio do podcast Mundioka, especialistas foram convidados a discutir quem realmente pagará essa conta. De acordo com o professor Wiliander Salomão, um dos participantes da discussão, a responsabilidade pelo custo da guerra não recairá apenas sobre as nações em conflito, mas sobre o mundo como um todo. Ele argumenta que o impacto vai além das fronteiras regionais, afetando todas as nações que dependem da indústria petrolífera.

O scientist político Ali Ramos, que também participou da conversa, acrescentou que o pacto de segurança na região, uma vez respaldado pelos EUA, se desfez com as atuais agressões. O Bahrein, por exemplo, está entre os países mais afetados, dada sua economia extremamente dependente de repasses financeiros, sendo um importante hub logístico entre o Oriente e o Ocidente.

Os efeitos colaterais da guerra são igualmente presentes no próprio Israel, que sofreu perdas estimadas em US$ 15 bilhões em gastos com munições e reposições militares. O Irã, por sua vez, enfrenta um golpe ainda mais severo, com prejuízos projetados em até US$ 270 bilhões. Esses números ressaltam a fragilidade da economia iraniana, já marcada por sanções internacionais.

Enquanto as nações lutam para se recuperar, a reconstrução dos campos de petróleo vai demandar entre dois e três anos, colocando a economia global em uma posição delicada. O confronto não apenas desvia investimentos essenciais de áreas como educação e saúde, mas também resulta em um aumento de custos de vida em todo o mundo.

Por fim, especialistas advertem que, enquanto a maioria arca com os danos da guerra, uma minoria, incluindo grandes indústrias de armamentos, está lucrando como nunca. Este fenômeno reforça a necessidade de desarmar o ciclo de violência e pavimentar o caminho para alternativas energéticas sustentáveis, uma urgência que se torna cada vez mais clara diante da crise em curso.

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