Conflito no Oriente Médio gera preocupação entre brasileiros, com 90% acreditando em impactos diretos na economia e consequências humanitárias sérias.

Um recente levantamento mostra que a maioria da população brasileira acredita que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã terá repercussões significativas na economia do país. A pesquisa, realizada entre 8 e 12 de abril de 2026, revelou que impressionantes 90% dos entrevistados esperam que haverá algum tipo de impacto econômico decorrente desse conflito. Destes, 65% preveem efeitos consideráveis, enquanto 25% acreditam que os efeitos serão moderados. O estudo, que envolveu 2 mil pessoas em 130 municípios, tem uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.

A pesquisa indica que apenas 6% dos participantes acredita que o Brasil sairá ileso, enquanto 5% não souberam opinar. Aumento do custo de vida é a principal preocupação entre os brasileiros, com 92% afirmando que o preço dos combustíveis será afetado. Além disso, 91% projetam que os alimentos sofrerão alta, e 89% mencionam que tanto o gás quanto a inflação estarão entre as consequências da crise.

Outro dado interessante revela que 76% dos entrevistados acreditam que a guerra influenciará as relações do Brasil com outros países. As preocupações não se limitam à economia; três em cada quatro brasileiros (75%) expressaram temores sobre os impactos do conflito em suas próprias vidas e nas de seus familiares. Além disso, 70% estão preocupados com a segurança de brasileiros que residem no Oriente Médio, e 57% e 55% demonstraram afeto pela população civil da região, incluindo israelenses e iranianos, respectivamente.

Em relação à segurança nacional, 67% dos participantes manifestam preocupações acerca dos desdobramentos do conflito em território brasileiro, enquanto 53% estão apreensivos quanto à estabilidade no Oriente Médio. Quanto ao nível de informação, 60% afirmam acompanhar o tema, mas apenas 17% se consideram bem informados, e 37% admitem ter pouco conhecimento sobre o assunto.

Na avaliação sobre a necessidade do ataque que desencadeou a escalada do conflito, 64% consideram que a ação foi desnecessária, ao passo que 24% a julgam necessária. Quanto à posição do Brasil, 83% dos entrevistados defendem que o país deve se manter neutro na guerra, enquanto apenas 10% apoiariam um alinhamento com os Estados Unidos e Israel, e 2% com o Irã. Essa perspectiva ressalta a necessidade de uma postura cautelosa do Brasil em momentos de crise internacional.

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