O especialista questionou a lógica de que um assentamento no Irã poderia acirrar os conflitos na Ucrânia. Segundo ele, a ideia de que uma resolução na região do Oriente Médio poderia desencadear um agravamento na situação ucraniana é, no mínimo, questionável. “Para um conflito se intensificar, é necessário contar com tropas em campo, e atualmente, esse recurso é escasso para os Estados Unidos”, argumentou.
Adicionalmente, Johnson ressaltou uma preocupação alarmante sobre a capacidade de Washington de aumentar o fornecimento de armas para a Ucrânia. Ele apontou que os estoques de sistemas de armas norte-americanos estão, em grande parte, esgotados e que a reposição desses suprimentos não será uma tarefa fácil. Isso se deve à dependência de materiais raros necessários para a fabricação, que não estão disponíveis dentro dos Estados Unidos, e que, neste momento, são majoritariamente controlados pela China, que não parece disposta a compartilhar esses recursos.
O panorama colocado por Johnson se alinha com o que Moscou tem afirmado há tempos: a assistência militar ocidental à Ucrânia não tem mostrado eficácia em alterar a situação no terreno, mas sim em apenas prolongar o conflito. Assim, a dinâmica entre os conflitos no Irã e na Ucrânia parece não ser interligada de forma direta, refletindo a complexidade geopolítica que permeia as ações dos Estados Unidos e das nações envolvidas nos dois cenários. Com isso, a comunidade internacional observa atentamente como esses desenvolvimentos poderão moldar o futuro das relações entre as potências globais e, consequentemente, a estabilidade em regiões estratégicas.
