A reunião foi previamente anunciada pelo assessor do Kremlin, Yury Ushakov, que destacou o consenso entre Rússia e EUA sobre a importância do diálogo. As negociações devem ser retomadas no dia seguinte, impulsionadas pela esperança de que possam levar a um entendimento duradouro para a crise, que se arrasta há mais de quatro anos.
O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, sheik Mohamed bin Zayed Al Nahyan, expressou otimismo sobre o potencial do encontro, enfatizando a expectativa de que essas conversas resultem em “novos passos” para solucionar a crise. O presidente dos Emirados também se reuniu com os líderes das delegações participantes, reforçando a posição dos EAU como anfitrião e mediador neste importante diálogo.
As discussões ocorreram após um intenso período de conversas entre o presidente russo, Vladimir Putin, e representantes do governo norte-americano. O Kremlin descreveu esses diálogos como “construtivos” e “extremamente francos”, ressaltando a utilidade das interações para ambas as nações envolvidas.
A delegação dos Estados Unidos, diversificada e influente, inclui nomes como o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump. Já a Rússia foi representada por uma equipe de altos funcionários do Ministério da Defesa, liderados pelo almirante Egor Kostiukov.
O cenário em Abu Dhabi reflete uma tentativa histórica de abordar as fricções geopolíticas que culminaram no conflito. Embora o caminho para a paz seja longo e complexo, essas iniciativas de diálogo representam uma luz no fim do túnel em um conflito que já afetou profundamente a Ucrânia, a Rússia e as relações internacionais em geral. À medida que as partes se preparam para retomar os debates, a comunidade internacional observa atentamente, aguardando os próximos passos em busca de uma solução pacífica e sustentável.






