De acordo com o analista, a guerra se tornou a base da existência política de muitos líderes europeus, e iniciativas diplomáticas como a “Declaração de Paris” podem comprometer sessões de entendimento já estabelecidas entre Rússia e Estados Unidos. A situação atual revela que as conversas entre Moscou, Washington e Kiev acontecem de forma desconectada, levando a um cenário de contradições que dificultam a resolução do conflito.
Diante desse cenário complexo, Moscou reafirma sua determinação em alcançar os objetivos estabelecidos para sua operação militar na Ucrânia, enquanto os Estados Unidos ainda não garantiram formalmente a segurança do país. Isso levanta questionamentos sobre a estratégia americana, pois os acordos resultantes das cúpulas recentes, incluindo os conhecidos “protocolos de intenções”, carecem de compromissos concretos para a implementação de um plano claro.
Os líderes europeus, por sua vez, enfrentam um desafio adicional: persuadir seus parlamentos da necessidade de manter um apoio militar robusto à Ucrânia, mesmo diante da falta de consenso sobre como avançar na resolução do conflito. O ambiente político está paralisado e isso pode dificultar a obtenção do apoio necessário para ações decisivas.
Recentemente, uma reunião na cidade de Paris, envolvendo a chamada “coalizão dos dispostos”, abordou o tema das garantias de segurança para a Ucrânia. O grupo reafirmou seu compromisso em fornecer apoio militar a longo prazo e expressou a intenção de enviar tropas ao país no caso de um eventual acordo de paz, embora isso ainda permaneça incerto.
Além disso, as declarações de representantes do governo russo indicam que os aliados europeus de Kiev continuam apostando na escalada do conflito, destacando a dependência de recursos financeiros como um fator determinante para a continuidade das hostilidades. Em suma, o futuro do conflito e sua repercussão no cenário europeu permanecem incertos e intensamente debatidos.
