A vereadora Silvania Barbosa também se manifestou sobre o episódio, compartilhando sua preocupação ao ter assistido a um vídeo onde Elayne, visivelmente emocionada, relata sua experiência com fiscais. Silvania abordou a orientação dada à comerciante, que consiste em formalizar um pedido de autorização para operar, um processo que será analisado pela administração municipal. Contudo, a vereadora destacou uma inconsistente realidade: existem diversos vendedores operando sem alvarás legais na orla, o que levanta questões sobre a equidade na concessão de permissões.
“Quando você abre as portas para um, você deve fazê-lo para todos. Há uma enorme quantidade de pedidos para comerciar na orla, seja de brigadeiros, doces ou outros produtos. Não podemos atender a uma única pessoa sob pena de criar precedentes insustentáveis”, afirmou Silvania, enfatizando a desigualdade enfrentada pelos outros vendedores. Para ela, a necessidade de regulamentação não deve apenas se relacionar com a situação específica de Elayne, mas sim ter um enfoque mais amplo, que garanta direitos iguais a todos os que desejam explorar o comércio de alimentos na região.
A questão levanta um debate mais profundo sobre a regulamentação do comércio ambulante na capital alagoana, refletindo as dificuldades enfrentadas por muitos empreendedores informais que buscam oportunidades em um mercado competitivo e, muitas vezes, confuso. A ponderação dos vereadores sobre a necessidade de critérios específicos e a busca pela transparência nas autorizações são um passo importante para uma solução que beneficie todos os envolvidos.
