Durante suas considerações, Vanda de Assis defendeu enfaticamente o papel do PT na criação de programas voltados para essa população, e fez uma defesa incisiva do Bolsa Família, reconhecendo sua importância para aqueles que enfrentam dificuldades. Ela destacou a gritante necessidade de apoio aos mais vulneráveis, enfatizando que as pessoas em situação de rua são frequentemente vítimas de discriminação e de uma política que marginaliza suas existências.
Após a fala da colega, Guzella questionou a origem de Assis, indagando-se por que ela tinha escolhido viver e exercer a política em Curitiba, ao invés de retornar ao Ceará, seu estado natal. As palavras de Guzella foram tidas como provocativas e discriminatórias, levando o presidente da Câmara, Leonidas Dias, a desligar seu microfone.
A acusação de xenofobia por parte de Assis não tardou a ocorrer, ressaltando que comentários sobre o local de origem de alguém configuram uma prática inaceitável e criminosa. “Xenofobia é crime”, afirmou Assis, tornando claro que tomará medidas para responsabilizar Guzella por suas palavras. Nas redes sociais, a vereadora do PT reiterou sua posição, afirmando que sua identidade nordestina é uma fonte de orgulho e que não se calará diante de ataques que buscam deslegitimar sua presença e atuação na cidade.
Natural de Campos Sales, no Ceará, a vereadora Vanda de Assis reside em Curitiba há três décadas e foi eleita em 2024, conquistando 5.006 votos. Após o incidente, a sessão prosseguiu sem maiores interrupções, mas o clima de tensão evidenciou um debate que vai além das pautas legislativas, tocando em questões de preconceito e aceitação. Guzella, até o fechamento da matéria, não se pronunciou publicamente sobre a polêmica.
