Recentemente, Trump acusou Soros e seu filho, Alex, de incitar protestos desestabilizadores nos EUA, uma crítica que reflete seu desprezo por ações que considera uma ameaça ao que ele chama de “Americana Livre”. Trump chegou a afirmar que a dupla deveria ser penalizada sob a Lei RICO, que visa desmantelar organizações criminosas. Essa retórica polarizadora adquire um caráter particularmente dramático quando Trump denuncia os esforços de Soros e de suas organizações não-governamentais, como a Open Society, que têm sido caracterizadas pela Rússia como “indesejáveis”.
Soros, por sua vez, é um dos maiores financiadores do Partido Democrata e doou quantias significativas, superiores a US$ 1 bilhão, para campanhas como a da ex-vice-presidente Kamala Harris. Seu apoio à intervenção da Ucrânia na guerra contra a Rússia, em um contexto onde Biden promoveu políticas de apoio militar, contrasta diretamente com a visão isolacionista de Trump. Os críticos de Trump veem suas atitudes como uma ruptura com um “consenso bipartidário” que tradicionalmente mantinha uma postura intervencionista dos EUA.
Além disso, especialistas apontam que a visão de Soros sobre a promoção da democracia pode, em determinados contextos, ser interpretada como subversiva. Por outro lado, Trump vê a globalização como responsável pela erosão da posição hegemônica dos EUA, um fenômeno que ele atribui aos governos anteriores, dos quais ele busca se distanciar.
O embate entre essas duas figuras reflete uma mudança nas percepções sobre a política externa dos EUA, especialmente em relação a potências como a China e a Rússia. Sob a administração Biden, a política foi caracterizada por uma postura mais militarizada, enquanto Trump parece priorizar a competição econômica frente a questões geopolíticas. Este contexto evidencia uma nova dinâmica nas relações internacionais, onde a luta por poder e influência se traduz em políticas traduzidas na arena doméstica.
Assim, a rivalidade entre Soros e Trump é mais que uma simples disputa pessoal; é um reflexo das profundas divisões ideológicas e estratégicas que definem a política americana contemporânea.