Michelle relatou que, ao tentar esclarecer sua posição sobre os movimentos políticos do partido, acabou recebendo uma resposta ríspida e desaprovadora de Flávio. Ele teria sugerido que ela deveria se manter afastada das decisões partidárias, argumentando que, por ter “chegado ontem” ao cenário político, não tinha compreensão suficiente sobre a situação. Em sua defesa, Michelle afirmou que é mais conhecedora de política do que os integrantes do círculo de Flávio acreditam, desmentindo a percepção de que era uma novata no cenário político.
Ela reafirmou seu direito de questionar a aliança com Ciro Gomes, um político que, segundo ela, historicamente se opôs ao bolsonarismo. Michelle defendeu que não trocaria valores éticos por conveniências políticas e expressou claramente sua oposição a qualquer apoio ao ex-governador cearense no primeiro turno das eleições, defendendo que tais alianças deveriam ser reconsideradas para o segundo turno.
As declarações de Michelle ressaltam um clima de tensão e desunião dentro da família Bolsonaro, em meio a divergências sobre a escolha do representante do grupo para a corrida presidencial. Desde dezembro do ano passado, após Flávio ser apontado como nome da família para a candidatura, Michelle afirma ter se afastado do projeto político dos filhos do ex-presidente, sublinhando os atritos com Eduardo Bolsonaro, que a criticou publicamente.
Mesmo com a possibilidade de uma candidatura ao Senado, Michelle indicou que tem preferido se distanciar das articulações políticas enquanto Jair Bolsonaro se recupera de questões de saúde. Recentemente, sua postura tem sido de cautela, evitando comentar assuntos polêmicos que possam aumentar a tensão familiar.
Ainda segundo informações de bastidores, mesmo após desavenças, a comunicação entre Michelle e Flávio tem ocorrido por intermediários, sinalizando um distanciamento que levanta questões sobre o futuro político da ex-primeira-dama e sua posição no cenário bolsonarista.





