Durante sua fala, Lúcio usou o termo “parlapatão”, uma expressão que remete a confrontos políticos de alta voltagem, resgatando um passado que remete a disputas entre figuras proeminentes como o ex-presidente Fernando Collor e o senador Pedro Simon. Essa referência não apenas intensificou o tom do debate, mas também capturou a atenção de todos presentes na Câmara, elevando a temperatura do que já era uma fervorosa legislação.
Em sua retórica, Lúcio não poupou críticas, chamando Salomão de “astuto”, “rasteiro” e “sorrateiro”. Ele acusou o colega de se valer de terceiros para ataques pessoais e de promover uma fachada pacífica em público, que estaria em total contrariedade com suas ações nos bastidores. Além disso, Lúcio esclareceu suas afirmações anteriores, onde usou o termo “analfabeto funcional”. Segundo ele, a expressão não visava denegrir a escolaridade do oponente, mas sim criticava uma postura que enxergava como vitimista e manipuladora.
Durante o tumulto, Lúcio também se defendeu de insinuações a respeito de uma audiência pública relacionada a terras, afirmando que a escolha dos oradores não era de sua responsabilidade, mas sim da presidência da sessão. Em uma tentativa de mostrar que as queixas de Salomão não eram um caso isolado, Lúcio afirmou ter recebido mensagens de outras pessoas com experiências semelhantes.
O acirramento da disputa resultou em momentos de desordem no plenário, levando o presidente Madson Monteiro a intervir repetidamente. Após várias tentativas de controle, ele optou por encerrar a sessão, evidenciando a crise de convivência que se instaurou entre os vereadores. O episódio, que deve repercutir nos meios de comunicação e nas redes sociais, coloca em evidência a tensão nas relações políticas locais e a fragilidade no diálogo entre os representantes da Câmara.






