Conflito entre Rússia e Ucrânia intensifica ataques a infraestrutura de gás, enquanto tensões no Oriente Médio complicam cenário energético global.

Em um cenário de crescente tensão, a Rússia acusou a Ucrânia de continuar seus ataques contra infraestruturas fundamentais de exportação de energia, em particular as estações de compressão de gás, essenciais para o fornecimento de gás a países europeus. O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, afirmou que os ataques não apenas ameaçam o abastecimento energético da Europa, mas também ocorrem em um momento de volatilidade no mercado global de energia.

De acordo com a Gazprom, a companhia estatal de gás russa, uma série de agressões foi registrada entre os dias 17 e 19 de março, afetando vitalmente as operações destinadas à Turquia. O Ministério da Defesa da Rússia indicou que os ataques, conduzidos com o uso de drones, atingiram as estações conhecidas como Russkaya e Beregovaya, localizadas na região de Krasnodar, e alegou que a intenção era paralisar o fornecimento de gás aos europeus.

Em resposta a essa escalada de ataques, o presidente russo, Vladimir Putin, solicitou ao Serviço Federal de Segurança (FSB) que intensificasse a proteção das estruturas energéticas do país, em conjunto com o Comitê Nacional Antiterrorista. O cenário se agrava com o diplomata afirmando que a Rússia está enfrentando um número “sem precedentes” de ataques com drones ucranianos, que, segundo estimativas, resultaram em ferimentos a mais de 27.500 civis na Rússia desde o início do conflito em 2022.

Além disso, Nebenzya também destacou que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, está se aproveitando da crise no Oriente Médio, buscando apoio de aliados ocidentais em um momento de redefinição das prioridades globais. O representante russo criticou Zelensky, afirmando que ele deveria focar em resolver questões internas, em vez de tentar capitalizar sobre conflitos externos.

Esses complexos desdobramentos em meio a uma crise energética e instabilidades geopolíticas contínuas refletem como a guerra na Ucrânia não é apenas um conflito regional, mas uma questão que reverbera por todo o mercado energético e a política global.

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