No Brasil, as taxas de juros curtas devem subir devido ao avanço das cotações internacionais do petróleo e à depreciação do real, que pressionam a inflação no curto prazo. No entanto, ao longo da semana, pode acontecer um movimento de “fuga para a qualidade”, promovendo uma queda nas taxas dos Treasuries e, consequentemente, dos juros futuros longos no Brasil.
Além disso, a situação de guerra entre Israel e o Hamas pode afetar os países exportadores de petróleo, como o Irã, e resultar em uma alta significativa nas cotações da commodity. O financiamento das ações do Hamas pelo Irã também pode levar a novas sanções ao país dos aiatolás.
Os mercados devem estar cientes de que a resposta de Israel aos ataques do Hamas será forte e duradoura, incluindo uma possível invasão terrestre. As incertezas em relação à reação do Irã a esse esforço de guerra israelense podem levar a uma escalada das tensões geopolíticas e aumentar a incerteza sobre o desempenho da economia mundial.
Diante da eclosão do conflito no Oriente Médio, os indicadores econômicos que serão divulgados ao longo da semana perdem um pouco de sua relevância na formação de preços. Isso inclui o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro e a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), ambos na quarta-feira, além do índice de inflação ao consumidor (CPI) em setembro nos EUA, na quinta-feira.
Segundo Velho, as autoridades monetárias agora terão que lidar com um novo contexto, levando em conta aspectos que não estavam na mesa antes do início do conflito entre Israel e o Hamas. A incerteza causada por esse conflito terá impactos significativos nos mercados financeiros globais e na economia mundial.





