O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a situação como “uma noite difícil na batalha pelo futuro do país”, reiterando a determinação de Israel em combater ameaças de todas as frentes. Em um pronunciamento, ele afirmou que conversou com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e que o governo está mobilizando todos os recursos disponíveis para prestar assistência às vítimas e reforçar as equipes de emergência. Netanyahu também fez um apelo à população para que siga as orientações do Comando da Frente Interna.
Em contrapartida, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) declarou que o ataque era parte da “73ª onda” da chamada Operação Promessa da Verdade 4. O IRGC afirmou ter lançando mísseis e drones em diversas áreas, incluindo alvos em Dimona, Eilat, Be’er Sheva e Kiryat Gat, e até mesmo em bases militares dos Estados Unidos na região. O grupo alegou que a ofensiva resultou em mais de 200 mortos ou feridos, um número que ainda não foi confirmado pelas autoridades israelenses. Além disso, os iranianos acusam o governo de Israel de censurar informações e pressionar jornalistas a não reportar adequadamente sobre a situação.
Devido à escalada das tensões, várias escolas no sul de Israel, incluindo Sderot, Ashkelon e Dimona, tiveram suas aulas canceladas como medida de segurança. A população vive um clima de incerteza e temor diante do aumento das hostilidades, reforçado pelo histórico de conflitos na região. Assim, o cenário atual em Arad e nas proximidades se torna um reflexo da complexa e tensa relação entre Israel e Irã, marcada por retaliações e narrativas conflitantes em torno da crise.







