João Campos, que também preside o PSB nacionalmente e é favorable à reeleição de Lula, argumenta que a aliança nacional do PT com seu partido está estabilizada em múltiplos estados. Um interlocutor próximo a Campos ressalta que essa união não seria comprometida por uma aliança com Lyra, que, no passado, já se recusou a agendar compromissos conjuntos com o presidente no estado e demonstra flerte com a ala bolsonarista.
Por outro lado, deputados do PT, como João Paulo, defensor do palanque duplo, acredita que apoio a ambos os candidatos seria benéfico para potencializar a presença de Lula em Pernambuco, vital para garantir uma votação robusta no Nordeste. A necessidade deste suporte está relacionada à importância da região para as estratégias eleitorais, tanto para a reeleição de Lula quanto para fortalecer bancadas federais e estaduais.
No entanto, a relação entre o PSB e o PT, segundo o ex-presidente do PT em Pernambuco, Doriel Barros, carece de sintonia e precisa de um diálogo mais aberto. Barros, assim como outros líderes do partido, defende que um palanque conjunto pode multiplicar os votos e tornar a disputa mais igualitária, considerando as ações prévias de cada candidato.
Carlos Veras, presidente do PT em Pernambuco, enfatiza que as discussões estão na fase inicial e um posicionamento formal será decidido coletivamente, alinhando as prioridades do partido, que incluem a reeleição de Lula e do senador Humberto Costa.
Por fim, Humberto Costa reforça que, apesar das opiniões individuais, a unidade do partido será crucial quando uma decisão definitiva for tomada. O clima de concorrência em torno do apoio de Lula entre Campos e Lyra está cada vez mais claro, com ambos os lados buscando alinhar suas estratégias à figura influente do presidente em uma corrida eleitoral que se aproxima rapidamente. Essa rivalidade se intensificou recentemente, especialmente após momentos em que Campos aproveitou a ausência de Lyra em compromissos de Lula, marcando a tensão crescente na política local.







