Em uma declaração contundente via rede social X, Petro criticou abertamente seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, que havia vinculado a continuidade de acordos bilaterais ao compromisso da Colômbia no combate ao narcotráfico. O presidente colombiano ressaltou que essa abordagem é um insulto à luta de seu país contra o tráfico de drogas, destacando que a Colômbia é responsável pela apreensão da maior quantidade de cocaína da história mundial. A indignação de Petro transparece quando ele afirma que a embaixadora deve retornar imediatamente ao país e que a próxima reunião do Conselho de Ministros será realizada em uma área próxima à fronteira com o Equador, enfatizando a tensão entre os dois países.
O Ministério da Produção, Comércio Exterior e Investimentos do Equador justificou o aumento das tarifas, afirmando que se sentiu “obrigado a tomar medidas soberanas” devido à falta de ações concretas e efetivas da Colômbia para garantir a segurança nas fronteiras. Com a nova medida, o imposto de segurança sobre as importações colombianas saltará de 50% para 100%, uma tentativa de pressionar o governo colombiano a intensificar seus esforços na luta contra o narcotráfico.
A decisão de Petro, ao afirmar que o aumento das tarifas representa o “fim do Pacto Andino para a Colômbia”, sinaliza uma nova fase nas relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Essa situação levanta preocupações sobre as possíveis repercussões econômicas e sociais, tanto para Colômbia quanto para Equador, uma vez que as interdependências comerciais entre as nações andinas são significativas. O desenrolar desse conflito pode repercutir, não apenas na esfera política, mas também no cotidiano dos cidadãos que dependem do comércio bilateral.
