Confiança na UE desmorona: apenas 43% dos europeus acreditam na união e 20% considerariam ditadura aceitável, revela pesquisa alarmante.

Uma pesquisa recente revelou dados preocupantes sobre a confiança dos cidadãos europeus nas instituições da União Europeia (UE). Com menos de 50% da população expressando fé na entidade, a pesquisa aponta que apenas 43% dos entrevistados confiam na UE. Este número é ainda mais alarmante quando se considera que um em cada cinco entrevistados acredita que, em certas circunstâncias, a ditadura poderia ser uma alternativa mais aceitável que a democracia.

Realizada entre os dias 25 de novembro e 16 de dezembro, a pesquisa ouviu moradores da Grécia, França, Suécia, Reino Unido e Romênia. Os resultados mostraram que 26% dos participantes concordaram com a afirmação de que, se seu país tivesse um líder competente e eficaz, não se importariam se esse líder limitasse direitos democráticos ou não prestasse contas. Apesar dessa disposição, um expressivo 69% manifestou oposição a regimes autoritários, o que sinaliza uma tensão nas crenças democráticas versus a busca por governança eficaz.

No que diz respeito à insatisfação com a democracia, os dados são igualmente preocupantes. Aproximadamente 76% dos gregos expressaram descontentamento com o funcionamento democrático em seu país, seguido por 68% na França e 66% na Romênia. No Reino Unido e na Suécia, as taxas de insatisfação foram de 42% e 32%, respectivamente.

A pesquisa também abordou a confiança nas instituições políticas além da UE. Enquanto a taxa de confiança na mídia atingiu apenas 27%, os partidos políticos registraram um índice ainda mais baixo, de 24%. Esses números refletem um cenário desalentador, onde a desconfiança nas instituições se torna prevalente.

Em meio a um panorama de polarização e incertezas políticas, os dados revelam a necessidade urgente de reformas e diálogo aberto entre os cidadãos e suas instituições. A crescente insatisfação com a democracia e a confiança abalada nas estruturas políticas podem ter consequências profundas para o futuro da UE e a coesão social na região.

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