O evento ganha relevância também pelo histórico de tensões das edições anteriores, especialmente em relação ao discurso impactante do vice-presidente dos Estados Unidos em 2025, JD Vance, que provocou um distanciamento nas relações transatlânticas. O impacto daquele discurso reverberou e moldou expectativas para a conferência deste ano, que, diferentemente da passada, contará com uma presença americana mais moderada, sendo representada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e uma delegação de 50 parlamentares, incluindo a deputada Alexandria Ocasio-Cortez.
Entre os 60 líderes mundiais que comparecerão, destaca-se o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçando a urgência do debate sobre a guerra em seu país, além de discussões sobre a influência crescente de potências como China e Rússia. A tensão entre nações ocidentais e o governo americano é palpável, refletida na agenda do chanceler alemão, Friedrich Merz, que discorrerá sobre as futuras estratégias de defesa da Alemanha, essenciais para recuperar a confiança europeia diante da nova ordem mundial.
A presença da extrema direita, representada por três parlamentares da AfD, acrescenta mais uma camada de complexidade ao evento. A participação deste grupo, que havia sido vetada anteriormente, demonstra suas ambições de se alinhar mais estreitamente ao governo americano enquanto enfrenta divisões internas sobre essa parceria. A situação na Europa é tense, com divisões dentro de partidos populistas em relação à aproximação com os Estados Unidos, enquanto suas posturas variam significativamente entre países.
A conferência, portanto, não se limita a ser um espaço de diálogo sobre segurança global, mas emerge como um palco para as complexas interações políticas contemporâneas, envolvendo múltiplos atores e interesses que moldam o futuro das relações internacionais.







