Caso Pedro Turra: CBA Avalia Consequências em Meio a Envolvimento Criminoso
A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), entidade máxima da modalidade no país, se encontra em uma fase de avaliação em relação ao futuro do ex-piloto Pedro Turra, que foi denunciado por homicídio doloso. O caso tomou proporções nacionais após a morte do jovem Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em um incidente que desencadeou uma série de repercussões no mundo do automobilismo. A CBA pondera se, em caso de soltura de Turra, ele poderá ou não participar de competições, uma vez que futuramente poderá solicitar sua filiação.
Após a agressão, oficializada pela Federação de Automobilismo do Distrito Federal (FADF), a CBA deu início a um processo disciplinar que foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Contudo, a entidade informa que, até o momento, Turra não é considerado um piloto em atividade, uma vez que não possui licença ativa registrada para a temporada de 2026. Isso ocorre porque a licença, requisito fundamental para competir, deve ser renovada anualmente, e Turra não fez esta solicitação.
A FADF esclareceu que, para ser oficialmente reconhecido como piloto, é necessário estar filiado a uma federação vinculada à CBA. O presidente da FADF, Renato Constantino, destacou que o episódio envolvendo Turra é inédito na história do automobilismo brasileiro. Ele ressaltou que, apesar de Turra se identificar como piloto, ele nunca participou de competições oficiais. O ex-piloto transferiu sua licença para o Distrito Federal em janeiro deste ano, mas não a renovou para 2026.
Em resposta ao contexto jurídico que circunda o piloto, a CBA deixou claro que, se Turra solicitar filiação no futuro, a entidade estará juridicamente respaldada para tomar as medidas necessárias, que podem incluir a recusa de seu pedido. O processo disciplinar ainda está em trâmite, e a CBA aguarda a deliberação do STJD sobre as infrações disciplinares.
A situação de Turra é agravada por sua detenção desde o início de fevereiro. O ex-piloto enfrenta a possibilidade de uma pena de até 30 anos, caso seja condenado, e neste momento permanece em uma cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda, tendo seus pedidos de liberdade negados reiteradamente. A falta de renovação da licença e as circunstâncias que levaram à sua atual situação jurídica colocam em xeque seu futuro no automobilismo.
Recorrendo ao histórico do caso, no dia 22 de janeiro, um desentendimento entre Turra e Castanheira resultou em uma briga que culminou em consequências fatais para o jovem de 16 anos. Testemunhas relataram que o conflito começou após Turra lançar um chiclete em um amigo da vítima, e, em meio a desdobramentos, informações sugerem que ele foi instigado a agredir Castanheira por questões de ciúmes.
Rodrigo entrou em estado grave após ser socado e, após 16 dias internado, teve a morte cerebral confirmada. Diante da gravidade do que ocorreu, o caso não só chamou atenção da confederação, mas também da sociedade, que agora aguarda respostas sobre as próximas etapas do processo e as implicações para o futuro do automobilismo brasileiro frente a atos de violência.







