Condenado na Operação Gabiru, ex-prefeito indica esposa para disputar a prefeitura

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A cidade de Novo Lino, na eleição municipal terá o embate na disputa da prefeitura por duas mulheres. Pelo PSC é Marcela Gomes com a coligação Pra Avançar, tem que mudar. E a outra concorrente é Lucia do Vasco, esposa do ex-prefeito Vasco Rufino.

Por coincidência, também as vice são mulheres. Fernanda do PP do senador Benedito de Lira é de Marcela, enquanto Rafaelly de Juninho é filiado do PMDB do senador Renan Calheiros.

Marcela Gomes é apoiada pelo deputado Sergio Toledo e o senador Benedito de Lira

Caso minha esposa seja eleita o ex prefeito do município de Novo Lino, Vasco Rufino que foi condenado pela Justiça Federal por atos de improbidade administrativa descobertos durante a Operação Guabiru, afirma que o prefeito de fato será ele.

Para o condenado e inelegível ex prefeito, a cidade só tem a ganhar. “Pela primeira vez Novo Lino vai ter dois prefeitos, um homem e uma mulher.”

Lúcia de Vasco como é conhecida a candidata a prefeita reconhece que o marido participará da administração. “Mas de longe”. E, ainda, afirma com todas as letras e convicção que precisa da “experiência” do marido e ex prefeito condenado para administrar a cidade caso eleita, pelo fato de não ter nenhuma experiência na política e muito menos em administrar algo pelo fato de ser dona de casa.

Rufino faz parte do rol dos 128 gestores e ex gestores de Alagoas considerados fichas sujas pela Justiça Eleitoral . No caso de Rufino não cabe mais recurso.

Além de Rufino, também foram responsabilizados pelo desvio da verba pública – que seria destinada à merenda escolar entre 2002 e 2003 – o ex-tesoureiro, Severino Rufino da Silva; o ex-secretário de Finanças, José Arthur da Silva, e o então chefe de contabilidade, Lúcio Amorim.

Os três outros integrantes da administração de Novo Lino, também foram condenados às mesmas penas de Vasco Rufino da Silva, com variação apenas em relação às multas: R$ 25 mil a serem pagos pelo ex-tesoureiro; R$ 10 mil, pelo ex-secretário de finanças e R$ 10 mil, pelo ex-chefe de contabilidade. Juntos, os acusados devolverão R$ 127,3 mil aos cofres municipais.

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