Eduardo, que se tornou inelegível após a condenação, já havia enfrentado a perda do mandato na Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 devido a frequentes faltas. Agora, sua situação se agrava ainda mais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi notificado para registrar a inelegibilidade, o que pode complicar suas aspirações políticas futuras. O ex-deputado reside atualmente nos Estados Unidos, o que levanta a possibilidade de uma solicitação à Interpol para sua inclusão na lista de procurados, abrindo espaço para novos desdobramentos jurídicos.
Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo e pré-candidato à presidência, reagiu com fervor, chamando a condenação de “nula” e acusando o ministro Alexandre de Moraes de agir motivado por interesses pessoais. Ele defendeu que a decisão do STF deveria ser revista, uma vez que Eduardo não possui mais foro privilegiado. Flávio afirmou que a situação se assemelha à maneira como membros do PT buscaram apoio internacional durante a prisão do ex-presidente Lula, argumentando que tais ações deveriam ser vistas como parte do jogo democrático.
Por outro lado, do lado petista, figuras como Lindbergh Farias e Carlos Zarattini celebraram a condenação de Eduardo, interpretando-a como um sinal de que ele traiu os interesses nacionais. Eles exigem que Eduardo cumpra pena no Brasil, reforçando um discurso de proteção à soberania nacional que deve ser central na campanha do ex-presidente Lula para a reeleição.
A condenação de Eduardo Bolsonaro, portanto, não é apenas uma questão legal, mas um elemento que acirra as disputas políticas em um Brasil que se prepara para mais um ciclo eleitoral. As reações intensas de ambos os lados sinalizam que, à medida que as eleições se aproximam, a polarização tende a se intensificar ainda mais, moldando o cenário político do país.





