Concurso do Corpo de Bombeiros do DF gera confusão entre candidatos com provas marcadas para o mesmo dia e locais distantes, causando reclamações e desistências.

No próximo domingo, 30 de novembro, candidatos ao concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) enfrentarão uma intensa jornada. Serão 10 horas de provas divididas entre duas seleções: a do Curso de Habilitação de Oficial (CHO), que abrange áreas como medicina e direito, e a do Curso de Formação de Praça (CFP) para soldado combatente. Ambos os exames ocorrerão no mesmo dia, com o CHO programado para a manhã, das 8h às 13h, e o CFP à tarde, das 14h às 19h.

A simultaneidade dos testes gerou preocupações entre os concurseiros, especialmente em relação à locomoção. Muitos relatam que as distâncias entre os locais de prova e suas residências, somadas aos problemas de transporte público, podem tornar a logística praticamente inviável. Um exemplo é o caso de uma enfermeira de 26 anos, que, após meses de preparação, se viu forçada a escolher entre as provas. Moradora de Santa Maria, ela terá que se deslocar para Sol Nascente pela manhã e para Ceilândia à tarde, uma jornada total de 38 km, que dependerá do transporte público em horários de pico. “É muito complicado fazer duas provas no mesmo dia, especialmente usando ônibus, devido aos horários reduzidos aos domingos”, desabafou.

A enfermeira não é a única a enfrentar esse dilema. Um aluno de 27 anos, que optou por não se identificar, decidiu abrir mão da prova do CHO, citando desorganização da banca e um número limitado de vagas. Ele, que tem se preparado há quatro anos, também expressou sua frustração, afirmando que sua escolha foi baseada em uma análise de oportunidades mais favoráveis no CFP. “Sinto-me prejudicado não apenas pelo tempo investido, mas também pela sensação de que a organização poderia ser melhor”, lamentou.

Ambos os candidatos relataram ter procurado ajuda em órgãos como o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mas não obtiveram resposta satisfatória.

O CBMDF se manifestou, ressaltando que a responsabilidade pela definição dos locais e recursos para as provas é da banca organizadora, a Idecan. A corporação assegurou que as dificuldades relatadas pelos candidatos seriam avaliadas pela banca, prometendo considerar possíveis alterações. Essa situação deixa os concurseiros em uma posição delicada, entre a esperança de uma aprovação e as dificuldades logísticas que podem comprometer sua performance nos testes. Eles agora aguardam soluções que possam aliviar esse cenário desfavorável.

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