Durante a gestão de Renan Filho, realizada em um pouco mais de dois anos, o Ministério dos Transportes promoveu 23 leilões rodoviários, superando significativamente os seis leilões realizados na gestão de Tarcísio e Sampaio. Enquanto Tarcísio e seu sucessor, juntos, conseguiram licitar cerca de 3.900 quilômetros de vias, Renan Filho demonstrou uma capacidade de mobilização e execução muito maior, vislumbrando resultados ainda mais expressivos com novas concessões programadas até dezembro deste ano. O governo federal planeja expandir esse número além de 14 mil quilômetros, o que representa um avanço substancial na malha rodoviária concedida à iniciativa privada, em comparação ao ciclo anterior.
Esse cenário é relevante não apenas por conta da extensão das rodovias, mas também pela quantidade de projetos levados ao mercado. Em tempos em que a infraestrutura se tornou um dos pilares da carreira política de Tarcísio, a comparação entre os resultados obtidos nas duas gestões é significativa. Durante a campanha eleitoral para o governo de São Paulo, Tarcísio utilizou sua experiência em infraestrutura como um alicerce de sua candidatura, fazendo com que a imagem de “Tarcisão do Asfalto” se tornasse uma de suas principais bandeiras.
Além dos números, o governo de São Paulo argumenta que a comparação deve ser contextualizada, levando em conta fatores como complexidade das obras e investimentos associados. No entanto, a discrepância nos dados é inegável. Com a atual gestão de Renan Filho, o Brasil pode estar inaugurando um novo marco de concessões rodoviárias, estabelecendo padrões que poderão ser levados em consideração por futuros gestores e políticos. Assim, a história da infraestrutura rodoviária federal no Brasil, nos últimos anos, ganha novos contornos, evidenciando o impacto das políticas públicas no desenvolvimento do setor.





