De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes, professor Luizinho, a Uneal enfrenta a falta de professores em diversos cursos, o que tem prejudicado o ensino e levado à evasão escolar. Além disso, a falta de uma política de assistência estudantil tem impactado diretamente os alunos, que também sofrem com a ausência de um restaurante universitário.
Os funcionários da universidade não estão imunes aos problemas enfrentados, com relatos de sobrecarga de trabalho e até mesmo casos de assédio, conforme denúncias do Sindicato dos Técnicos. A situação de esvaziamento e precariedade atinge a todos os setores da Uneal, prejudicando o ambiente acadêmico como um todo.
Os estudantes também enfrentam dificuldades, como a falta de internet de qualidade, professores em número suficiente e políticas de assistência estudantil. Para alunos como Amanda, do curso de História do campus de Arapiraca, a situação é ainda mais complicada, com estudantes que chegam à universidade sem se alimentar adequadamente devido ao horário, comprometendo assim o aprendizado.
Diante desse cenário preocupante, a comunidade acadêmica decidiu paralisar as atividades no dia 28 e realizar uma manifestação de protesto em Maceió. Após a manifestação, uma assembleia será realizada para deliberar sobre a possibilidade de uma paralisação por tempo indeterminado, como forma de pressionar o governo e buscar soluções para os problemas enfrentados pela Uneal.
