O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, provocou repercussão nas redes sociais ao sugerir que o senador Flávio Bolsonaro poderia acabar com o Pix caso seja eleito presidente em 2026.
A declaração foi feita por meio de uma publicação na plataforma X (antigo Twitter), em que o parlamentar comparou Flávio ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. A imagem utilizada faz referência ao episódio do confisco da poupança durante o Plano Collor, em 1990, insinuando que promessas políticas podem não ser cumpridas.
Na montagem, Collor aparece com uma frase atribuída a ele sobre não confiscar a poupança — declaração que não foi registrada oficialmente —, enquanto Flávio surge com a frase “Prometo não acabar com o Pix”, em referência ao atual debate eleitoral.
A publicação ocorre em meio ao acirramento da disputa presidencial, que já começa a ganhar contornos nas redes sociais. O tema do Pix entrou no debate após rumores e desinformações circularem sobre a possível extinção do sistema de pagamentos.
Em resposta, Flávio Bolsonaro negou as alegações e classificou as informações como falsas. Em vídeo divulgado nas redes, o senador afirmou que o Pix é um “patrimônio brasileiro” e descartou qualquer intenção de encerrar o serviço.
Criado em 2020 pelo Banco Central, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Pix rapidamente se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país. Apesar disso, o sistema foi concebido ainda na gestão de Michel Temer, sendo desenvolvido de forma autônoma pela autoridade monetária.
