Essas ações militares coincidem com uma alta nos preços dos combustíveis em todo o mundo, o que tem beneficiado substancialmente os resultados financeiros das empresas do setor energético. A soma do valor de mercado desse grupo de empresas supera os US$ 1,8 trilhões, um crescimento de 12% em relação ao período anterior ao início da guerra. Este aumento, em grande medida, se deve à queda das operações de transporte marítimo no estreito de Ormuz, uma rota crucial para o abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) oriundos da região do Golfo Pérsico.
Além disso, o governo dos Estados Unidos mantém uma previsão otimista, com base na ampla oferta de petróleo e GNL no mercado global e um aumento na produção de petróleo doméstica. A expectativa é que, mesmo com as incertezas provocadas pela instabilidade no Oriente Médio, o fechamento do estreito de Ormuz não deverá resultar em um risco considerável para o abastecimento mundial.
O foco das autoridades americanas agora é assegurar que as condições de mercado global permaneçam favoráveis, enquanto o conflito continua a se desenrolar. O resultado é uma situação paradoxal, onde os conflitos e as incertezas políticas se tornam combustível para o desempenho financeiro das empresas de energia dos EUA, que se posicionam como as grandes vencedoras neste cenário caótico. Esse fenômeno destaca o entrelaçamento entre política internacional e economia, evidenciando como a guerra pode agir como um motor de lucro para determinados setores, mesmo em tempos de crise.






