Executivos do setor aéreo sinalizam que os cancelamentos são uma resposta direta ao crescimento nos custos operacionais. Além disso, alertam que a situação pode deteriorar-se ainda mais caso os preços dos combustíveis permaneçam em patamares elevados. A perspectiva de um novo aumento, estimado em cerca de 20% e previsto para ocorrer em 1º de maio, adiciona mais insegurança a um cenário já instável. As distribuidoras de combustíveis já foram informadas sobre essa nova elevação, o que evidencia a pressão contínua sobre o setor.
Os dados recentes do Sistema de Registro de Operações Aéreas (Siros), gerido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), revelam que o número de voos diários caiu de 2.193 para 2.128, representando um total de 2.015 voos a menos no mês. Essa diminuição se traduz em cerca de 10 mil assentos retirados diariamente e 12 aeronaves que estão fora de operação, uma situação que certamente gerará a insatisfação dos passageiros e comprometerá a conectividade entre diversas regiões do país.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) classificou a situação atual como “gravíssima”. Os representantes da entidade afirmam estar em constante diálogo com o governo federal, visando encontrar alternativas que ajudem a mitigar os danos e garantir que os passageiros não sejam os principais afetados por essas mudanças. É um momento crítico para a aviação no país, onde equilíbrio entre custos e serviço ao consumidor se torna uma tarefa cada vez mais delicada.







