Companheira de Jairinho diz que “único defeito” do ex-vereador é a infidelidade durante julgamento pela morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro.

No sétimo dia do julgamento pelo trágico caso da morte do menino Henry Borel, ocorrido em março de 2021, novas revelações emergiram do testemunho de Fernanda Abidur Figueiredo, atual parceira de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, ex-vereador acusado de envolvimento na morte da criança. Fernanda, a 19ª testemunha a se pronunciar no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, iniciou seu depoimento por volta das 18h30. Durante sua fala, ela destacou que “o único defeito” de Jairinho era a “infidelidade”.

Aos 29 anos, mãe do advogado Luís Fernando Abidur Figueiredo Santos, que integra a equipe de defesa de Jairinho, Fernanda compartilhou um pouco da história do relacionamento deles. Conheceu Jairinho na infância e começaram a namorar aos 16 anos, período em que tiveram um filho e compartilharam uma vida a dois por aproximadamente dez anos. A separação ocorreu em meio a episódios de traições, mas após a prisão de Jairinho, devido à investigações relacionadas ao caso Henry, eles reataram a relação, e Fernanda passou a visitá-lo com frequência na prisão.

Fernanda procurou traduzir a figura de Jairinho em uma nova luz, ao contestar alegações de que ele era uma pessoa agressiva. Reconheceu ter agredido fisicamente Jairinho em momentos de traições descobertas, mas assegurou que ele nunca revidou. “Ele não é esse monstro que estão criando”, afirmou com veemência. Surpreendentemente, revelou também que seus pais, ambos idosos, rezam diariamente pela justiça em favor de Jairinho.

O depoimento de Fernanda, que ocupou cerca de 40 minutos do julgamento, culminou em um momento emotivo, onde ela abraçou e beijou o réu ao final de sua fala. Antes de seu depoimento, o pai de Jairinho, coronel Jairo, também se pronunciou, buscando desacreditar versões de ex-namoradas do réu que alegaram ter sido vítimas de agressões. Além disso, Thayná de Oliveira Ferreira, a babá que cuidava de Henry, trouxe à tona episódios considerados suspeitos envolvendo Jairinho e o menino. Segundo ela, após o falecimento de Henry, recebeu orientações para apagar mensagens e minimizar relatos sobre a família.

A morte de Henry Borel, que ocorreu em 8 de março de 2021, chocou a sociedade. Aos quatro anos, ele foi levado ao Hospital Barra D’Or com múltiplas lesões internas e em estado crítico. Jairinho e Monique Medeiros, sua mãe, são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura e outros crimes. O Ministério Público alega que o menino sofreu agressões dentro do apartamento onde morava. O desfecho do julgamento promete trazer à tona ainda mais detalhes sobre este caso que abalou o Brasil.

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