Motta destacou a importância do diálogo prévio com parlamentares envolvidos na discussão desse tema, indicando que a escolha dos líderes da comissão foi fruto de um consenso. “Depois de um amplo diálogo e de conversas feitas com parlamentares que acompanham essa matéria aqui na casa, decidimos designar para presidir a comissão especial Alencar Santana e o relator o deputado Léo Prates, da Bahia”, explicou.
A nova comissão terá a responsabilidade de revisar e sugerir alterações na legislação atual, a fim de promover ajustes no modelo de jornada de trabalho, após a aprovação inicial do tema na Comissão de Constituição e Justiça. Santana justificou a proposta, afirmando que um novo arranjo de trabalho pode resultar em um ambiente mais saudável e produtivo, onde os funcionários estariam “mais dispostos para colaborar e desempenhar suas funções”.
Prates complementou que a comissão irá trabalhar com cuidado, sem pressa de aprovar decisões. “Esse trabalho não é contra ninguém, é a favor das pessoas. Vamos tentar ao máximo mitigar os anseios produtivos”, disse ele, enfatizando a necessidade de um processo deliberativo criterioso.
A expectativa é que a comissão conclua suas análises até o final de maio, realizando um mínimo de dez sessões para aprofundar o debate. Antes de seguir para votação no plenário, os membros da comissão poderão fazer alterações no texto. A tramitação do projeto está sendo monitorada, especialmente frente à intenção do governo federal de acelerar o processo legislativo antes das eleições. O deputado Ricardo Salles (NOVO-SP) já anunciou a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a constitucionalidade da proposta de lei que visa alterar uma matéria prevista na Constituição via projeto de lei, ao invés de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A situação se revela emblemática, refletindo os desafios e a complexidade da reforma trabalhista em curso no país.
