Comissão de Segurança do Senado aprova projeto que concede porte de arma a advogados para defesa pessoal em todo o Brasil.

Na última quarta-feira, a Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou um projeto de lei que tem gerado bastante polêmica: conceder porte de arma de fogo aos advogados para defesa pessoal em todo o território nacional. A proposta, que agora segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, equipara os direitos dos advogados aos dos magistrados e membros do Ministério Público, permitindo a aquisição, registro e porte de armas de fogo em quantidades e calibres variados.

Segundo o senador Flávio Bolsonaro, autor da proposta, os advogados muitas vezes lidam com situações delicadas e sensíveis em seus casos, envolvendo liberdade, família e patrimônio, o que pode gerar ameaças ou retaliações. Com isso, a autorização para obtenção das armas de fogo está condicionada à comprovação da regularidade do advogado na Ordem dos Advogados do Brasil, capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio da arma, além da ausência de condenação criminal por infrações penais dolosas.

O projeto também propõe alterações em leis já existentes, como a lei nº 8.906/1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil, e a lei nº 10.826/2003, que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição. A ideia é garantir aos advogados um meio de defesa diante de possíveis ameaças e agressões que possam sofrer no exercício de suas funções.

A proposta, contudo, tem dividido opiniões dentro da sociedade e no meio jurídico. Enquanto alguns defendem a medida como forma de proteger os advogados em situações de risco, outros questionam a necessidade de armar essa categoria profissional, levantando preocupações sobre a possibilidade de aumento da violência e de conflitos armados. A discussão promete ganhar ainda mais destaque nas próximas semanas, à medida que o projeto avança no processo legislativo.

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