O deputado Jorge Solla (PT-BA) foi o responsável por solicitar a realização da audiência. Em seu discurso, ele ressaltou que os trabalhadores da limpeza pública sofrem com a invisibilidade e falta de reconhecimento, sendo valorizados apenas quando interrompem suas atividades. Além disso, Solla enfatizou o aumento significativo na produção de resíduos e embalagens descartáveis durante a pandemia de covid-19, devido ao aumento no consumo de alimentos por aplicativos de entrega e à necessidade do trabalho remoto.
O deputado também alertou para os diversos riscos aos quais esses profissionais estão expostos, incluindo riscos biológicos, acidentes, químicos, ergonômicos, físicos e psicossociais. Doenças ocupacionais como micoses, dores no corpo e de cabeça, problemas respiratórios, intestinais e de pele, e contaminação por produtos químicos foram destacados como problemas comuns entre os trabalhadores da limpeza pública. Solla também ressaltou que a alimentação irregular, tanto em termos de horários quanto de qualidade, também contribui para os danos à saúde desses profissionais.
A audiência foi uma oportunidade importante para trazer à luz as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da limpeza pública e para buscar soluções que garantam condições de trabalho mais seguras e saudáveis para esse grupo tão essencial e, muitas vezes, negligenciado. A discussão também serviu como um alerta para a necessidade de políticas públicas que protejam e valorizem esses trabalhadores, considerados essenciais para o funcionamento das cidades. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados deve continuar acompanhando de perto esse tema e buscando formas de melhorar a realidade desses profissionais.





