Segundo o relator, o substitutivo apresentado pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação trouxe melhorias substanciais à proposta original. O texto aprovado consiste em 49 artigos que estabelecem as regras aplicáveis a 13 diferentes atividades espaciais, além de definir conceitos e procedimentos. A Agência Espacial Brasileira será responsável por estabelecer normas para as atividades espaciais civis, e será criado o operador espacial, entidade pública ou privada com representação jurídica no Brasil. O Comando da Aeronáutica continuará exercendo várias funções nas atividades espaciais, incluindo a gestão.
Por sugestão do deputado Pedro Lucas Fernandes, a futura lei se aplicará às atividades no exterior que tenham participação do Brasil. Além disso, as autoridades espaciais estarão sujeitas às atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O projeto segue em tramitação e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Pedro Lucas Fernandes destacou a importância de uma legislação consistente e integrada favorável ao desenvolvimento das atividades espaciais. Ele ressaltou que esta é uma recomendação de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que discute o uso pacífico do espaço.
“A exploração do espaço representa um mercado promissor em franca expansão que opera na fronteira tecnológica e apresenta grande capacidade de estímulo a ramos de alto valor agregado e à disseminação de inovações”, afirmou Fernandes.
Com a aprovação deste projeto, o Brasil dá um passo importante rumo ao desenvolvimento e à regulamentação das atividades espaciais, estabelecendo normas e procedimentos que visam promover o crescimento do setor. A legislação busca atender às recomendações da ONU e fomentar o mercado promissor da exploração espacial. A expectativa é de que o projeto seja aprovado pelas comissões designadas para análise, impulsionando o avanço das atividades espaciais no país.
