Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara aprova projeto de lei para atividades espaciais brasileiras

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece normas para as atividades espaciais desenvolvidas pelo Brasil. O projeto inclui a decolagem de veículos lançadores a partir do território brasileiro e o desenvolvimento de artefatos espaciais tanto no Brasil quanto no exterior. De acordo com o relator do projeto, deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), a versão aprovada foi a elaborada em agosto pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Projeto de Lei 1006/22, proposto pelo deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA).

Segundo o relator, o substitutivo apresentado pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação trouxe melhorias substanciais à proposta original. O texto aprovado consiste em 49 artigos que estabelecem as regras aplicáveis a 13 diferentes atividades espaciais, além de definir conceitos e procedimentos. A Agência Espacial Brasileira será responsável por estabelecer normas para as atividades espaciais civis, e será criado o operador espacial, entidade pública ou privada com representação jurídica no Brasil. O Comando da Aeronáutica continuará exercendo várias funções nas atividades espaciais, incluindo a gestão.

Por sugestão do deputado Pedro Lucas Fernandes, a futura lei se aplicará às atividades no exterior que tenham participação do Brasil. Além disso, as autoridades espaciais estarão sujeitas às atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O projeto segue em tramitação e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Pedro Lucas Fernandes destacou a importância de uma legislação consistente e integrada favorável ao desenvolvimento das atividades espaciais. Ele ressaltou que esta é uma recomendação de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que discute o uso pacífico do espaço.

“A exploração do espaço representa um mercado promissor em franca expansão que opera na fronteira tecnológica e apresenta grande capacidade de estímulo a ramos de alto valor agregado e à disseminação de inovações”, afirmou Fernandes.

Com a aprovação deste projeto, o Brasil dá um passo importante rumo ao desenvolvimento e à regulamentação das atividades espaciais, estabelecendo normas e procedimentos que visam promover o crescimento do setor. A legislação busca atender às recomendações da ONU e fomentar o mercado promissor da exploração espacial. A expectativa é de que o projeto seja aprovado pelas comissões designadas para análise, impulsionando o avanço das atividades espaciais no país.

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