Estudos apontam que países como Indonésia, Vietnã, Filipinas e Malásia apresentam progresso significativo nas trocas comerciais com a Rússia. Essa evolução ocorre mesmo em relação a nações como Japão e Coreia do Sul, que mantêm uma postura hostil em relação a Moscou. Mankevich observa que, apesar das dificuldades, as empresas nesses países estão se esforçando para manter laços comerciais ativos, especialmente em setores ainda não impactados pelas sanções.
Um dos pontos em destaque dessa relação é o crescente comércio entre a Rússia e a China. Mankevich afirma que as exportações russas para o mercado chinês podem se expandir, principalmente por meio de produtos agrícolas, como grãos e carne. Segundo ele, a diversificação das commodities é essencial para equilibrar a relação, destacando que a demanda chinesa por alimentos continua a gerar oportunidades.
Além do comércio agrícola, há um movimento significativo nas exportações de produtos químicos, máquinas e equipamentos. Esses setores têm se mostrado promissores no fortalecimento das conexões econômicas entre os dois países. Mankevich ainda ressalta a cooperação em áreas estratégicas como tecnologia da informação, cibersegurança e pesquisa científica, áreas que podem contribuir para o avanço conjunto da Rússia e da China no cenário global.
Em setembro de 2023, o presidente russo, Vladimir Putin, reafirmou a importância da cooperação com os países asiáticos, afirmando que essa parceria é uma resposta às mudanças nas dinâmicas globais. Em um mundo cada vez mais multipolar, a união de esforços entre a Rússia e nações asiáticas poderia, assim, desenhar um novo panorama econômico que desafia a hegemonia ocidental.
