Comércio Eletrônico impulsiona crescimento do setor de entregas rápidas no Brasil, projetando US$ 6,13 bilhões até 2026

A rápida evolução do comércio eletrônico e dos aplicativos de entrega sob demanda está transformando o panorama do setor de entregas rápidas no Brasil, criando um ambiente competitivo intenso. Esse segmento, que abrange a entrega de documentos, pequenos pacotes e serviços expressos, está projetado para crescer significativamente, alcançando impressionantes US$ 6,13 bilhões até 2026, superando os US$ 5,8 bilhões registrados no ano anterior.

Nesse contexto, tanto empresas digitais emergentes, como a 99 e a Lalamove, quanto gigantes tradicionais do ramo, como a DHL Express, estão investindo pesado em inovações e infraestrutura logística. A 99, por exemplo, reformulou sua área de logística e a transformou em uma unidade de negócios voltada para a “última milha” de entregas. Com um investimento planejado de R$ 200 milhões até 2026, a empresa visa fortalecer sua oferta e ampliar seu alcance. De acordo com Igor Soares, diretor da unidade de logística da 99, a plataforma foi projetada para interligar empresas, consumidores e entregadores, além de contar com parcerias estratégicas com transportadoras. Em 2025, a companhia já havia realizado mais de cinco milhões de entregas corporativas, estabelecendo a meta ambiciosa de atingir 60 milhões até o fim de 2026.

Por sua vez, a Lalamove está focada em personalizar sua plataforma e aprimorar o relacionamento com seus motoristas. Com um olhar especial para pequenas e médias empresas, a Lalamove pretende ampliar sua base de clientes corporativos até 2026, explorando as oportunidades trazidas pelo crescente consumo via delivery. Alexandre Boschi, especialista em logística, destaca que esse padrão de consumo aumentou a concorrência e incentivou a diferenciação entre os players do mercado.

Ainda no campo da logística, a DHL Express planeja investir R$ 118 milhões no Brasil, focando na melhoria de sua capacidade no centro de processamento do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), além da abertura de novas lojas voltadas para micro e pequenas empresas. A vice-presidente comercial da DHL, Patrícia Starling, nota um crescimento especialmente acentuado em setores que exigem alta confiabilidade na logística, como o de saúde, onde o Brasil se destaca na América Latina.

Entretanto, os Correios, que outrora dominavam o mercado de encomendas expressas, enfrentam desafios significativos. Com uma participação de 22% no mercado ao fim de 2025, a empresa anunciou um ambicioso plano de reestruturação visando reverter sua crise financeira. Ao investir em melhorias nas operações, como a conclusão de 52 sistemas de triagem e a busca por uma transição “phygital”, a estatal espera aumentar sua capacidade produtiva de processamento e voltar a ter lucro até 2027.

O panorama atual do setor de entregas rápidas no Brasil revela uma competição acirrada e oportunidades promissoras, refletindo um mercado que está em plena transformação.

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