
A campanha de 2018 nem começou e os principais pré-candidatos à Presidência da República já tentam iludir os eleitores com promessas falsas e discursos contraditórios. Utilizam a falácia, o ludíbrio e o populismo barato como arma eleitoral. Como se a população tivesse perdido de vista a atmosfera farsesca que permeou as eleições de 2014, vendem gato por lebre e esperam, com isso, conquistar o coração e o voto dos incautos que vão às urnas.
De Lula a Bolsonaro, passando por Ciro e Marina, todo se esmeram em prometer o que não vão entregar. A campanha da mentira já começou. Todo cuidado é pouco. É bom se preparar para não ser vítima de mais um estelionato eleitoral, atesta a Isto É.
Um bom exemplo de incongruência retórica é o do ex-presidente Lula. Em recente discurso, o petista afirmou, por exemplo, que não pretende trabalhar para que empresários como Joesley Batista, dono do grupo J&F, sejam beneficiados pelo governo. “A gente não quer que esse País se desenvolva para o sr. Joesley ficar milionário, mas para o povo viver melhor”, disse Lula, ao passar por Ipatinga (MG).
Acontece que foi justamente em seu governo que a JBS, empresa do grupo J&F, recebeu mais benefícios do governo federal e se tornou a maior produtora de carne do mundo. O BNDES liberou mais de R$ 8 bilhões em financiamentos para a JBS. O faturamento da empresa saltou de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões em 2016.
04/11/2017
