Nos primórdios da experiência como corredor, é natural se deparar com dificuldades como falta de ar, sensação de peso nas pernas e variação no ritmo. Essas reações não são motivo para desespero ou indicação de falta de capacidade. O corpo está, na verdade, se ajustando a um novo modo de atividade, adaptando a respiração, a musculatura e os batimentos cardíacos. Especialistas ressalvam que essa fase de adaptação é essencial e deve ser respeitada, sem pressa.
Um dos ensinamentos valiosos para os novatos no running é a diferença entre desconforto e dor. O desconforto é uma resposta natural do corpo ao esforço — o aumento da frequência cardíaca e a exigência muscular são esperados. Por outro lado, a dor, especialmente quando persistente, deve ser encarada como um sinal de alerta. Sintomas como pontadas agudas ou um incômodo que não desaparece após o exercício podem indicar a necessidade de uma pausa ou consulta profissional.
Outro erro comum entre os iniciantes é a comparação. Cada corredor possui um histórico único que inclui peso, idade, hábitos alimentares e experiências prévias em atividades físicas. Comparar tempos, ritmos ou distância com outros pode gerar desmotivação. O foco deve ser sempre na própria evolução, respeitando o seu próprio ritmo.
Para aqueles que visam completar os trajetos de 5 km ou 10 km na VT RUN 2026, a chave é a constância. Nos primeiros treinos, uma combinação de corrida leve com caminhada pode ser extremamente efetiva. Priorizar um bom sono, manter-se hidratado e usar tênis apropriados são práticas que se mostram mais benéficas do que tentar correr a todo vapor logo de início.
Correr, no fim das contas, é uma construção contínua. Haverá dias em que a motivação poderá estar em baixa, mas é exatamente essa soma de pequenos treinos que irá moldar tanto o corpo quanto a mente. No início, o foco não deve estar na velocidade, mas na consistência.
Vale a pena destacar que o primeiro lote de inscrições para a VT RUN 2026 está prestes a se esgotar. Inscrever-se antecipadamente não apenas oferece uma tarifa mais acessível, mas também serve como um compromisso pessoal, um impulso extra para seguir em frente e assegurar que a linha de chegada em Delmiro Gouveia, no dia 1º de março, se torne uma realidade.
