Colômbia protesta contra ataque dos EUA a embarcação no Pacífico, classificando ação como execução extrajudicial e denuncia a violação da soberania nacional.

A recente escalada de tensões entre Colômbia e Estados Unidos foi evidenciada pelo protesto veemente da Ministra das Relações Exteriores colombiana, Rosa Villavicencio, em resposta a um ataque americano ocorrido no Pacífico. O ataque, que aconteceu na última sexta-feira (23), é o 33º ataque registrado neste contexto e, conforme Villavicencio, resultou na execução extrajudicial de pelo menos duas pessoas.

Durante a abertura da Cúpula Hemisférica Nossa América, a ministra denunciou que esta ação dos EUA se insere numa longa história de agressões à soberania latino-americana, ligada à retórica da guerra contra as drogas. Villavicencio destacou que esse tipo de medida unilateral e violadora da soberania é um padrão que persiste há séculos, refletindo uma ambição por recursos naturais e uma pressão excessiva sobre os sistemas judiciais locais.

A ministra também lembrou que o governo do presidente Gustavo Petro é baseado em uma política externa que prioriza a paz, a independência e a atenção às necessidades do povo. Este posicionamento se torna ainda mais relevante, uma vez que Petro deve se encontrar brevemente com o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem discutirá temas como combate ao crime organizado transnacional e oportunidades econômicas conjuntas. Villavicencio declarou que foram garantidas todas as condições de protocolo que um encontro dessa magnitude requer.

Os protestos expressos por Villavicencio indicam um descontentamento crescente em relação à intervenção dos EUA nos assuntos internos da Colômbia e da América Latina como um todo. A ministra traz à tona uma crítica à ordem internacional vigente, enfatizando que a pressão estrangeira deve ser repensada à luz das aspirações de soberania dos países latino-americanos. Em um cenário global complexo, as reações da Colômbia podem influenciar não apenas as relações bilaterais com os EUA, mas também o clima político na região, à medida que os países buscam traçar suas próprias rotas de desenvolvimento e autodeterminação.

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