A disputa conta com 11 candidatos, mas três se destacam nas pesquisas: Iván Cepeda, um senador e respeitável filósofo de esquerda; Paloma Valencia, uma senadora conservadora que defende ideais uribistas; e Abelardo de la Espriella, um advogado multimilionário associado à ultradireita e que se posiciona como um outsider político. As expectativas em torno desses candidatos são imensas, uma vez que suas vitórias podem reconfigurar significativamente a política externa da Colômbia e suas relações com os Estados Unidos. Historicamente, a Colômbia tem sido um sólido aliado de Washington, especialmente antes da eleição de Petro.
Iván Cepeda, representante do Pacto Histórico e amplamente apoiado por setores progressistas, é visto como continuidade da linha política adoptada por Petro. Com uma carreira consolidada como defensor dos direitos humanos, Cepeda é um crítico vocal do ex-presidente Álvaro Uribe e do escândalo dos “falsos positivos,” que expôs assassinatos injustificados atribuídos a guerrilheiros. Suas propostas incluem aprofundar o diálogo com grupos armados e implementar reformas sociais e agrárias.
Em contrapartida, Abelardo de la Espriella propõe uma abordagem radicalmente diferente, priorizando uma ação militar contra o crime organizado e rejeitando qualquer forma de diálogo com grupos insurgentes. Atraindo adeptos pela sua postura firme, é conhecido por suas conexões com líderes populistas e sua retórica explícita contra organismos internacionais, alegando que promovem ideologias de esquerda que não representam os interesses colombianos.
Paloma Valencia, por sua vez, é uma figura emblemática do uribismo, comprometida com uma agenda que se opõe aos acordos de paz com as FARC e que advoga por respostas militares mais severas. Sua proposta de incorporar inteligência artificial na luta contra a corrupção e atrair investimentos estrangeiros reflete uma tentativa de modernizar a economia colombiana.
À medida que as urnas se preparam para receber os votos, a Colômbia se encontra em um momento decisivo, onde a escolha do próximo presidente pode influenciar não apenas a política interna, mas também o futuro estratégico do país na arena internacional.





