Ivan Cepeda, um filósofo de esquerda e defensor dos direitos humanos, é apoiado pelo atual presidente, Gustavo Petro. O candidato é filho de um senador assassinado em 1994 e sua trajetória política inclui uma forte oposição ao ex-presidente Álvaro Uribe, representando uma frente progressista na política colombiana. Ele é visto como um candidato que busca dar continuidade ao legado de Petro e ao mesmo tempo apresenta uma perspectiva própria, fortalecida pelo histórico de luta por justiça no país.
Por outro lado, Paloma Valencia, senadora do Centro Democrático, representa a direita tradicional da Colômbia e é uma conhecida aliada de Uribe. Ela defende uma postura contrária aos acordos de paz com as Farc e prevê uma luta militar mais intensa contra as guerrilhas. Sua candidatura sugere uma possível nomeação de Uribe para ocupar um cargo relevante, como o Ministério da Defesa, caso vença.
Abelardo de La Espriella, um advogado multimilionário, se posiciona como um outsider político e admirador de figuras da extrema-direita, como Javier Milei da Argentina e o ex-presidente americano Donald Trump. Sua plataforma é voltada para a repressão do crime e ele promete um governo mais autoritário.
A questão da segurança no país, exacerbada por décadas de conflitos armados, torna-se um tema central nas eleições. A proposta de “paz total”, defendida por Petro e Cepeda, busca uma solução que combine repressão com diálogo, enquanto os candidatos da direita parecem apostar em um enfrentamento militar direto como única resposta aos problemas de violência e segurança. Contudo, o nível de violência permanece elevado, com recentes ocorrências de conflitos armados resultando em mortes e deslocamentos forçados de civis, o que evidencia a gravidade da situação no país.
Portanto, as eleições podem traçar novos rumos para a Colômbia, influenciando sua política interna e seu relacionamento com os Estados Unidos. O resultado poderá definir se o país se aproximará ainda mais da agenda progressista proposta por Petro ou se, pelo contrário, retomará um alinhamento mais estrito com a direita tradicional e com Washington.
