Colômbia: Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputam segundo turno nas eleições presidenciais com mais de 40% dos votos cada um.

As eleições presidenciais na Colômbia mostraram um cenário polarizado, com dois candidatos se destacando entre os treze que disputaram o cargo. O advogado multimilionário Abelardo de la Espriella, representante da direita e líder do movimento Defensores da Pátria, e o senador e filósofo de esquerda Iván Cepeda, da coalizão Pacto Histórico, foram os mais votados neste domingo (31). Ambos garantiram mais de 40% dos votos, o que os leva a um segundo turno decisivo.

O dia de votação começou às 8h da manhã e encerrou às 18h (horário de Brasília). Às 19h16, com mais de 90% das urnas apuradas, Espriella liderava com 43% dos votos, enquanto Cepeda seguia de perto, acumulando 40%. A cena eleitoral revelou uma dispersão significativa entre os demais candidatos, como a senadora conservadora Paloma Valencia, que obteve apenas 6%, e o matemático Sergio Fajardo Valderrama, com 4%. Os outros nove candidatos, lamentavelmente, não conseguiram alcançar 1% dos votos.

O segundo turno, agendado para 21 de junho de 2026, será crucial para definir qual candidato assumirá a presidência até 2030. Importante notar que, ao contrário do Brasil, a legislação colombiana proíbe a reeleição de presidentes, o que torna essa disputa ainda mais intensa.

Iván Cepeda, filho do senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, era considerado favorito nas pesquisas pré-eleitorais. Seu histórico inclui uma forte defesa dos direitos humanos, além de um papel ativo nas negociações de paz e em denúncias contra o ex-presidente Álvaro Uribe, em meio ao escândalo dos “falsos positivos”. Cepeda acredita que o caminho para resolver o conflito armado colombiano vai além da abordagem militar, propondo reformas sociais e agrárias, bem como um diálogo com os grupos armados.

Por outro lado, Abelardo de la Espriella, aos 47 anos e reconhecido por seu discurso combativo contra o crime organizado, evoca figuras como Donald Trump e Nayib Bukele em suas referências políticas. À frente de uma plataforma que é contra qualquer forma de negociação com guerrilhas, Espriella promete intensificar ações militares para enfrentar a violência que assola o país.

À medida que o segundo turno se aproxima, a Colômbia se prepara para uma decisão que pode mudar o rumo da nação, com propostas antagônicas em debate e um povo na expectativa de um futuro mais pacífico ou seguro.

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