Colete do Titanic é leiloado por 670 mil libras; item histórico revela fascinante conexão com a tragédia do navio e seus passageiros.

No último sábado, um colete salva-vidas que pertenceu a uma passageira do infame RMS Titanic foi leiloado em Londres por impressionantes 670.000 libras, cerca de 906.000 dólares. Esta peça de memorabilia foi utilizada por Laura Mabel Francatelli, uma das privilegiadas que sobreviveu ao trágico naufrágio do transatlântico. O dispositivo flutuante também traz assinaturas de outros sobreviventes que estavam a bordo do mesmo bote salva-vidas, conferindo a ele um valor sentimental e histórico significativo.

O leilão, realizado pela casa Henry Aldridge & Son, na cidade de Devizes, oeste da Inglaterra, apresentou vários itens relacionados ao Titanic, sendo o colete a principal atração. O valor final superou amplamente a estimativa de 250.000 a 350.000 libras, evidenciando o contínuo fascínio que esse desastre marítimo exerce sobre o público. Um licitante telefônico não identificado garantiu a peça, destacando o apelo duradouro por tudo que remete à tragédia que abalou o mundo em 1912.

Outro item notável que foi vendido no mesmo evento foi uma almofada de assento de um dos botes salva-vidas do Titanic, que arrecadou 390.000 libras, ou aproximadamente 527.000 dólares. Essa peça foi adquirida por colecionadores que possuem museus dedicados ao Titanic em Pigeon Forge, Tennessee, e Branson, Missouri. É importante notar que os valores mencionados incluem o “prêmio do comprador”, uma taxa cobrada pela casa de leilões.

De acordo com o leiloeiro Andrew Aldridge, esses preços recordes refletem não apenas o valor monetário, mas também o profundo interesse pela história do Titanic e o respeito pelas vidas que foram diretamente impactadas por essa catástrofe. O Titanic, amplamente considerado o navio mais luxuoso de sua época e rotulado como “praticamente inafundável”, colidiu com um iceberg durante sua viagem inaugural, resultando na morte de cerca de 1.500 das 2.200 pessoas a bordo.

Laura Mabel Francatelli viajava com sua empregadora, a estilista Lucy Duff Gordon, e seu marido, Cosmo Duff Gordon. Os três conseguiram escapar no bote salva-vidas número 1, que estava em condições adequadas para carregar até 40 pessoas, mas apenas 12 estavam a bordo, gerando controvérsias se o barco deveria ter buscado mais sobreviventes na água gelada.

O recorde atual para uma peça de memorabilia do Titanic é de 1,56 milhão de libras, um valor alcançado por um relógio de bolso de ouro que pertencia ao capitão do RMS Carpathia, responsável por resgatar 700 sobreviventes do naufrágio. A contínua venda de itens relativos ao Titanic reforça não apenas o seu legado, mas também o imenso interesse público por tudo que envolve essa trágica história.

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