Colégio Pódion tem unidade interditada em Brasília após cancelamento de licenciamento pela Secretaria de Educação do DF.

Na última sexta-feira, a Secretaria DF Legal tomou uma medida drástica e interditou a unidade do ensino fundamental I e do ensino médio do renomado Colégio Pódion, localizado na quadra 913 da Asa Norte. A decisão foi motivada pelo cancelamento do licenciamento concedido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, a pedido da Administração Regional do Plano Piloto.

De acordo com a pasta, a revogação da viabilidade do Colégio Levorsse Ltda. se deu em virtude da falta de regularização e apresentação de documentos. A licença constava um endereço diferente daquele onde a instituição educacional de fato funcionava. Após a apresentação da documentação referente a outra unidade, o sistema não pôde liberar a viabilidade do colégio.

A situação se agrava devido à disputa judicial entre a viúva Marlise Levorsse e os herdeiros do fundador da instituição, Ismael Xavier, que faleceu em maio de 2024. Após a morte de Ismael, Marlise abriu uma nova empresa no mesmo endereço e com a mesma equipe do Colégio Pódion, matriculando os alunos sob um novo CNPJ.

Diante da operação de dois CNPJs na mesma instituição de ensino, os representantes legais dos herdeiros de Ismael solicitaram o cancelamento do licenciamento do colégio no nome da viúva, alegando que o endereço fornecido por ela correspondia à empresa representada pelos herdeiros.

A DF Legal explica que, por se tratar de uma atividade de risco, a escola deve encerrar suas atividades imediatamente até que o processo de licenciamento esteja completamente regularizado. No documento de interdição, é ressaltado que a interdição se deve ao exercício de atividade econômica sem alvará de funcionamento, já que as licenças concedidas haviam sido canceladas.

Em comunicado aos pais e responsáveis dos mais de 1,3 mil estudantes matriculados, o Colégio Pódion afirmou que a interdição não possui fundamentos razoáveis. A instituição garantiu estar tomando medidas para reverter a situação e prometeu informar sobre novidades através de comunicados oficiais.

Diante da polêmica, o Colégio Pódion divulgou uma nota oficial considerando a interdição ilegal, autoritária e desrespeitosa ao devido processo legal, solicitando a imediata reabertura da escola e a responsabilização dos envolvidos pelos atos administrativos considerados abusivos. A instituição alerta que a interdição impactou cerca de 1.400 alunos e mais de 100 funcionários, colocando em risco o ano letivo e os empregos de muitas pessoas.

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