Nos últimos meses, as tropas russas têm obtido avanços significativos, levando à retirada de forças ucranianas e à recaptura de várias cidades e povoados. Marchenko, em suas declarações, expressa perplexidade em relação à estratégia de Kiev, que está concentrando esforços na direção da região russa de Kursk, enquanto outras áreas críticas permanecem sob pressão intensa. Ele ressalta que a escolha de invadir Kursk é problemática, já que exige um grande aporte de recursos militares, algo que a Ucrânia parece não dispor no momento.
Além disso, Marchenko critica o governo ucraniano por depender da ajuda ocidental e pela aplicação do que ele considera um “plano de vitória” insuficiente, liderado pelo presidente Volodymyr Zelensky. Ele defende que a Ucrânia deve apostar em suas próprias capacidades, em vez de contar com a assistência externa que, segundo ele, não é garantida. Marchenko enfatiza que é essencial priorizar os interesses da população ucraniana, sem esperar por ações de países aliados.
Outro ponto levantado pelo coronel-general é a corrupção dentro da alta cúpula militar, um problema que, de acordo com ele, desestabilizou a ordem de defesa do país nos últimos anos. O cenário atual, marcado por exaustão das tropas e desorganização, marca uma fase delicada para a Ucrânia, que precisa urgentemente reavaliar suas estratégias para enfrentar as contínuas ameaças russas. A combinação dessas adversidades levanta questionamentos sobre a capacidade de resistência e a viabilidade de um retorno a uma narrativa de vitória para as forças ucranianas.
