Essa nova regragem tem como objetivo excluírem competidoras trans e aquelas com diferenças de desenvolvimento sexual (DSD) da categoria feminina. O COI afirmou que, caso não atendam aos novos critérios, essas atletas podem competir em outras divisões, como categorias masculinas ou mistas.
Kirsty Coventry, presidente do COI, explicou que a decisão foi fundamentada em consultas a especialistas médicos e visa garantir a integridade da competição em nível profissional. Segundo Coventry, até as menores variações podem afetar substancialmente o resultado em competições de alto nível, e garantir um espaço justo na categoria feminina é essencial. Ela enfatizou ainda que a segurança dos envolvidos também é uma preocupação pertinente, apontando que em determinados esportes a participação de atletas do sexo masculino poderia não ser segura.
O COI considera o teste pouco invasivo e garante que, uma vez registrado um resultado negativo para o gene SRY, o atleta estará permanentemente habilitado a competir na categoria feminina. Esta triagem será recorrente apenas se houver indícios de erro no resultado original.
A mudança de política também reflete uma nova abordagem do COI, que anteriormente deixava as regras de elegibilidade a cargo das federações internacionais. Após 18 meses de pesquisas e consultas, incluindo feedback de atletas, a entidade concluiu que a justiça e a segurança devem ser priorizadas nas competições femininas.
Coventry assegurou que o processo incluirá orientações e apoio aos atletas, priorizando a dignidade e a confidencialidade. A implementação dessas novas regras deve ser amplamente discutida nas próximas edições olímpicas, visto que afeta a dinâmica de competições e a inclusão dentro do esporte. A contínua evolução de práticas que considerem as complexidades de gênero e sexo se mostra crucial para um futuro mais equitativo nas arenas esportivas.
